
Ao abordar o tema Mídia e Violência, usamos exemplos de programas humorísticos de televisão, personalidades que se expõe sensual e sexualmente e telejornais que desviam o conceito de transmissão notícia para se tornarem dinâmicos e conquistar público.
A violência na mídia é exposta de várias maneiras, desde sua forma explícita e sensacionalista, até a maneira sutil, apreciada como entretenimento.
“Expostos à irrupção da violência, não apenas configurada como uma ação violenta, mas manifesta nas síndromes individuais, nas reações frente às flutuações das bolsas de valores mundiais, no circo dos horrores das mídias, na violência glamourizada dos espetáculos, estamos imersos no “espírito da nossa época”: o pânico” (CONTRERA, M. S.).
Usamos exemplos de exploração sexual, que não é uma violência apenas contra a mulher telespectadora, mas também contra a mulher exposta, que muitas vezes se prende a um personagem estereotipado e é alvo de preconceitos e rejeição em relação a outras possíveis capacitações. Além disso, a auto-estima do espectador também pode ser violentada, pois faz parte do poder da mídia controlar e determinar padrões de beleza e status, eliminando automaticamente quem não se enquadra nas características expostas dia a dia pelos canais de informação
Outro tipo de violência é a exposição ao ridículo, proporcionada pelos programas humorísticos que usam a violência e satirização como forma de conquistar público, sempre sacrificando o outro.
Desinformação também é um tipo de abuso, já que muitos se informam em apenas uma fonte jornalística ou assistem programas sensacionalistas acreditando que sabem de fato o que ocorre ao redor do mundo
“Um número excessivamente grande de informações não significa necessariamente uma melhor visão de um certo fenômeno, sobretudo se não temos condições de averiguar o porquê daquelas informações, seu significado e significância para o problema que se quer explicar” ( H.M.F. Lima: 1997: 59 ).
Ao esboçar esses assuntos e promover debates, percebemos que há certa relutância em ampliar discussões quando se trata de um ídolo ou de um programa de alta audiência. Comentários se revoltaram com críticas fundamentadas em relação à violência, chegando a impedir que indivíduos de dispusessem a objetivar o debate, questionando a violência, ou a não violência na mídia.
Como você relaciona mídia e violência?
Muitas pessoas associam jornalismo com má notícia. Na faculdade ouvimos muito que notícia boa é a má notícia. E tem também aquela história do cachorro. Se um cachorro morde um homem, não há nada de importante nisso. Mas se um homem morder um cachorro, aí sim, isso é notícia.
A questão é muito mais séria do que se pensa, pois, por mais que seja desagradável fazer matérias sobre violência, chega a ser sádico o comportamento do leitor comum, que corre atrás desse tipo de matéria.
É e infelizmente a tendencia é sempre piorar, se vc reparar vai perceber que sempre estão inventando programas novos que o foco é sempre este.
E eu vejo como humilhação todas estas formas de exposição. Mas infelizmente esta é a mídia que a sociedade da ibope, porque coisa inteligentes não tras ibope.